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AMO FILMECON: Walk In Brothers compartilham lições sobre criatividade, improviso e coragem no audiovisual

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Filmecon 2025 no Teatro Gamaro no campus Mooca da Anhembi. Imagem: Felipe Cunha (colaboração para AGCOM)

Na bio do perfil @WalkInBrothers, eles apresentam-se como: “dois irmãos que filmam histórias e revelam bastidores” com “segredos das maiores produções audiovisuais que ninguém”.

E um pouco desses segredos foi possível conferir na palestra de abertura da FilmeCon 2025 (tem mais detalhes deste super evento aqui também), em São Paulo, os irmãos Stefano e Filippo Capuzzi Lapietra, conhecidos como Walk In Brothers, compartilharam uma trajetória marcada por improviso, perrengues e, sobretudo, muita ousadia.

A dupla de cineastas apresentou a sessão “Como virar diretor sem pedir permissão”, na qual relembrou desde os primeiros passos na O2 Filmes até o reconhecimento internacional em Cannes.

Logo no início, os irmãos revelaram que a vontade de entrar no audiovisual esbarrava em
barreiras no mercado de trabalho, já que as vagas para entrar nas produtoras eram bastante
restritas. “Em 2008, todo professor dizia que era impossível entrar na O2 Filmes sem indicação.
Como podem ver, a gente estava pedindo uma oportunidade, indo atrás. Nesse momento, a
gente pediu essa permissão. Eu até lavei louça e servia café por R$8,50 por dia só para
estar perto de um set”, relembrou Stefano.

A virada de chave na empresa, de acordo com o diretor, aconteceu quando decidiram não esperar pela oportunidade ideal de produzir por conta própria. Um exemplo foi o “stress book”
— vídeo interno de fim de ano da companhia, que acabou servindo como vitrine de talento e
chamou a atenção de Fernando Meirelles. “Eu falei: ‘Cara, se eu quero mostrar algo para a produtora, para ser contratado como diretor ou estágio de direção, é uma ótima oportunidade, porque o dono vai ver que minimamente eu entendo um pouco de direção de filme’. Então a meta ficou: vou fazer um vídeo de final de

ano para o Fernando ver meu trabalho. A gente poderia ter feito um vídeo simples pra
cumprir tabela, mas não, a gente queria algo criativo. E o Fernando enxergou isso”,
afirmou.

A palestra seguiu pontuada de histórias de “perrengues criativos”, como quando compraram
uma Canon 5D para filmar seus primeiros curtas, como Noite Perdida e Phoenix, que
funcionaram como verdadeiros cartões de visita para demonstrar repertório para um início
promissor na carreira no audiovisual. “Até então tudo era feito com película, caríssimo. A 5D foi um divisor de águas. Com ela, conseguimos começar a filmar nossas próprias ideias. O dogma era criar cenas que mostrassem que éramos bons diretores: tiroteio, perseguição de carro, briga… Tudo para mostrar repertório”, contou Filippo.

Já a transição para o longa-metragem aconteceu com A Grande Vitória, obra lançada em
2014 e inspirada na trajetória do judoca Max Trombini. O projeto ganhou corpo mesmo sem
toda a verba captada, apoiado na confiança de atores como Caio Castro, Domingos
Montagner e Sabrina Sato, que aceitaram participar ao perceber a determinação dos irmãos
em levar a produção adiante. “Se a gente fosse esperar alguém vir e financiar o filme, não ia dar certo. Então, começamos a filmar com o que tínhamos, mesmo sem a verba completa. O importante é que, assim como lá atrás na O2, fomos atraindo pessoas que acreditaram no projeto. O elenco foi se formando porque viam que estava acontecendo de verdade”, disse Stefano.

A escolha de Sabrina Sato para o elenco gerou resistência, mas foi estratégica. “Todo mundo
torceu o nariz, mas a essência da persona dela era match total com a personagem
(Alice). E ela acabou sendo muito importante para a nossa carreira”, afirmou.

A partir do filme, novas portas se abriram para a dupla no audiovisual. Sabrina pediu que
Stefano a dirigisse em um comercial da marca de absorventes Always, o que marcou sua
entrada definitiva no mercado publicitário. Mesmo com orçamento apertado, ele usou os
próprios equipamentos para rodar a peça. “A gente se rastejou para fazer o filme, mas deu
certo”, resume o diretor.

O sucesso do trabalho levou a outras oportunidades no campo da publicidade, como a
campanha da Vivo com Marina Ruy Barbosa – uma chance inesperada após o diretor
escalado se machucar. “Foi o filme certo, na hora certa. O cachê que ganhei foi maior do que
tudo o que eu tinha acumulado na vida inteira”, relembrou.

Em paralelo, os curtas premiados em festivais internacionais levaram a dupla a criar Discover.
Be Discovered (2016), vencedor do Young Director Award de Cannes e chegou aos olhos de
Steven Spielberg e J.J. Abrams .“Queria que esse filme inspirasse e fosse inspirado. Estudei a vida do Spielberg e condensei em 45 segundos. O briefing era mil pounds, mas investimos muito mais. Amigos colocaram grana no 3D. Foi um esforço coletivo”, explicou Filippo. “O mais legal foi que o Spielberg viu, o J.J. Abrams também. De repente a gente estava mostrando nosso trabalho para os caras que sempre foram nossos ídolos.”

O painel terminou com uma mensagem marcante: a importância de criar sem esperar. Em
tom de retrospectiva e reflexão, os cineastas destacaram que a coragem e a determinação
foram decisivos para transformar perrengues criativos em oportunidades no cinema.

Após a palestra, o conselho direto para os futuros cineastas: “Não esperem a oportunidade certa, dê o primeiro passo na direção do que você quer realizar. Se você começar a acreditar no seu sonho e colocá-lo em prática de verdade, tendo a coragem para realmente falar o que você quer, você vai atrair pessoas que estão vibrando nessa mesma frequência. Elas vão se juntar a você para construir juntos, porque, na verdade, o cinema você não faz sozinho”, iniciou Stefano. “Se conecte com quem acredita em você. Aproveitem para se conectar aqui na Filmecon, tem tanta gente com o mesmo interesse! Converse com a galera e acredite, porque dá certo. Não mude. Siga um passo por vez, e você vai atrair as pessoas certas”, completou.

Em entrevista após a palestra, a dupla celebrou a sessão conduzida por mais de 50 minutos e
reforçou a importância da nova geração do audiovisual aproveitar cada oportunidade, mesmo
quando tudo parece incerto. “A palestra foi sucesso, espero que a galera tenha gostado, e a gente falou exatamente aquilo que a gente queria ouvir. Se a gente pudesse voltar no tempo e falar para os Walking Brothers ali em 2008, todos os desafios que eles iam encarar e que caminhos tomar, foi como a gente elaborou essa palestra aí. Em resumo, não desperdicem a oportunidade e façam do limão limonada. Exatamente. Limonada, sorvete. O que vier, aproveita”, brincaram os irmãos.

Mais do que um simples relato de carreira, a palestra dos Walk In Brothers se transformou
num manifesto aos jovens realizadores. A dupla mostrou que, com criatividade e persistência,
é possível transformar limitações em potências – seja com uma câmera simples, um vídeo
interno ou um curta sem verba. A FilmeCon aconteceu entre os dias 26 e 28 de agosto, com
uma programação diversa que discutiu os caminhos do audiovisual no Brasil.

Você também pode ouvir a reportagem completa sobre a sessão “Como virar diretor sem pedir
permissão” em formato de áudio.
Basta clicar aqui para acompanhar os principais trechos do
bate-papo, os desafios criativos compartilhados pela dupla de cineastas e as ideias que
marcaram a abertura do evento.

Texto de Victor Bhering e Imagem (orientado pela professora Eliane Basso), em colaboração para a AGCOM, Agência Experimental de Comunicação da AMO, com supervisão de profa. Fernanda Iarossi.

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AMO MÚSICA: 10 COISAS QUE APRENDI COM O SSL DAY NA ANHEMBI

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SSL Day e alunos de Produção Musical e Fonográfica

“Oi, sou Rafael Domingos (sou aquele de camisa estampada, braços cruzados e cara de curioso na foto de destaque deste mini diário :)). Estudo Produção Musical e Fonográfica na Anhembi Morumbi do campus Vila Olímpia, sou cantor e compositor pop emergente de Santos, no Litoral Sul Paulista (se quiser saber mais, curta lá no Spotify). Passando por aqui para compartilhar como foi acompanhar o SSL Day na universidade em setembro de 2025.

Foi daqueles momentos que fazem a gente lembrar porque escolheu estudar Produção Musical e Fonográfica. Estar frente a frente com equipamentos que moldaram a história da música mundial é algo que realmente inspira.

Vou contar as 10 coisas que mais marcaram minha experiência:

1. SSL é história viva da música
Descobri que a Solid State Logic surgiu em 1969 e, desde então, virou referência mundial. Muitos discos clássicos que eu admiro foram mixados em consoles SSL.

2. O “som SSL” não é lenda, é realidade
Quando falam em punch, clareza e presença, entendi que isso não é marketing: é a assinatura sonora que realmente se sente ao ouvir e usar.

3. A SSL 4000 é simplesmente lendária
Saber que esse console revolucionou a forma de mixar e até criou o famoso compressor de bus master me fez enxergar como a marca mudou a indústria.

4. Tradição + tecnologia é a fórmula perfeita
Achei incrível ver como a SSL conseguiu unir sua herança analógica com ferramentas digitais modernas. Dá pra sentir que eles respeitam o passado, mas olham para o futuro.

5. Conforto também faz diferença
Ver de perto o design ergonômico dos consoles me fez perceber como trabalhar com esses equipamentos deixa o processo criativo mais natural e fluido.

6. É cultura, não só técnica
Trabalhar com SSL é também fazer parte de uma tradição que ajudou a definir a sonoridade da música que a gente ouve até hoje.

7. Os pré-amps são mágicos
Bastou uma demonstração pra entender: os pré-amplificadores da SSL conseguem transformar qualquer gravação em algo cheio de vida e profissionalismo.

8. Ter SSL é status, mas também responsabilidade
Não é só sobre dizer “eu tenho SSL”. É sobre assumir o compromisso de manter a qualidade que esses equipamentos representam.

9. Nunca parar de aprender é essencial
A SSL nunca parou de evoluir e isso me inspirou: como produtor, também preciso estar sempre estudando e me atualizando.

10. Sai mais motivado do que entrei
A verdade é essa: terminei o dia com ainda mais vontade de me aprofundar na produção musical e, um dia, poder trabalhar diretamente com um console SSL.

Foi um dia que me lembrou que escolher essa profissão é escolher viver de som, história e paixão. Para completar, ainda rolou um sorteio de microfone (achei muito chique a faculdade proporcionar esse tipo de oportunidade para nós, estudantes!). Mais do que ver e ouvir sobre os equipamentos, o evento me fez imaginar como seria aplicar toda essa tecnologia e qualidade nas minhas próprias músicas já lançadas. Saí de lá inspirado, com a sensação de que estou trilhando um caminho cheio de possibilidades e que, no futuro, quero estar cada vez mais próximo desse nível de produção.

Ah, e não se esqueçam: me sigam no Spotify RAFAEL DOMINGOS”.

Texto Rafael Domingos (Produção Musical e Fonográfica) da AGCOM, Agência Experimental de Comunicação da AMO, com orientação da profa. Fernanda Iarossi. Fotos: Estúdios de Comunicação AMO Campus Vila Olímpia (coordenação Natan Oliveira).

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AMO Cultura: Museu Brasileiro de Rádio e Televisão (MBTV) volta ao público com acervo histórico na Vila Mariana

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Fotos por profª Fernanda Iarossi

Em setembro de 2025, o Museu Brasileiro de Rádio e Televisão (MBRTV) reabriu em São Paulo, como parte das comemorações dos 75 anos da TV no Brasil, iniciados com a pioneira TV Tupi. Localizado na Vila Mariana, reúne peças que retratam a história da radiodifusão brasileira, sob curadoria do professor Elmo Francfort, docente da Universidade Anhembi Morumbi (AMO).

Durante a pandemia, o museu precisou ser fechado por questões administrativas. Em 2023, ganhou um novo nome: MBRTV – Museu Brasileiro de Rádio e Televisão, ampliando o foco do acervo. A reabertura contou com parcerias importantes, como a da AMO, que já apoia o projeto há algum tempo e tem dois alunos voluntários para contribuir com a organização neste momento simbólico de retorno.

Murilo Tomé, estudante de Jornalismo da AMO, compartilha a experiência: “Estou aprendendo muito sobre como é importante unir a história do rádio e da televisão. Ajudo no acervo, nas visitas e também escrevo para o site oficial do museu, o www.museudatv.com.br”.

Francfort explica que está há mais de 20 anos envolvido com o museu. Seu vínculo começou quando ainda era aluno da AMO. “No meu TCC, a pioneira Vida Alves esteve presente na banca. O museu começou, inclusive, na casa dela”, recorda.

Também destaca a importância da reabertura do museu. “É um momento marcante para a história da televisão, não apenas pelos 75 anos da TV no Brasil, mas também pelos 30 anos do projeto MBRTV”.

Para ele, o maior valor do projeto está na troca de vivências com os alunos. “Não se trata apenas de ensinar ou relembrar o passado. No museu, é possível ver, tocar, assistir à história da televisão. A TV nasceu com improviso, criatividade e profissionalismo, e isso se manteve ao longo das décadas. Hoje, essa área integra não só rádio e TV, mas também a internet”, afirma.

Entre os destaques do acervo, estão televisores de várias décadas, incluindo modelos que já foram usados em transmissões históricas. Chamam atenção câmeras de grandes produções e marcos importantes da TV brasileira, como a primeira câmera de telejornalismo usada no país. Além dos equipamentos, o público pode conferir figurinos e objetos de cena originais de novelas que marcaram época, como Sinhá Moça, Roque Santeiro e As Pupilas do Senhor Reitor. E para quem gosta de premiações, o museu também exibe troféus famosos, como o Imprensa, o Tupiniquim e o Roquette-Pinto.

A exposição “TV ANO 75” foi lançada durante a SET EXPO, no Distrito Anhembi, em agosto de 2025. Agora, está em cartaz na sede do MBRTV até o dia 7 de novembro de 2025.

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Museu Brasileiro de Rádio e Televisão (MBRTV)
Rua Humberto I, 927, Vila Mariana. São Paulo.
Visitas podem ser feitas de terça a quinta-feira, das 14h às 16h, e no último sábado de cada mês, no mesmo horário.
Os ingressos custam R$ 12,00.
Mais informações estão disponíveis no site oficial do museu: https://www.museudatv.com.br/

Obs.: Alunos da AMO têm entrada gratuita no museu.

E você, aluno, vai perder a chance de conhecer de perto a história da televisão brasileira?

Texto de Jessica Monik (Jornalismo) da AGCOM, a Agência Experimental de Comunicação da AMO, com supervisão da Profa. Fernanda Iarossi. Imagens cedidas pela equipe do MBRTV.

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AMO ARQUITETURA: 14ª BIENAL INTERNACIONAL DE ARQUITETURA CONTA COM PARCERIA DA ANHEMBI MORUMBI

Obras expostas na bienal- foto de : Camila Forcellini

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A 14ª Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo será realizada de 18 de setembro a 19 de outubro, na Oca, no Parque Ibirapuera. Com o tema “Extremos: Arquiteturas para um mundo quente”, o evento reúne projetos, experiências e debates sobre os impactos das mudanças climáticas nas cidades. A Universidade Anhembi Morumbi (AMO) participa como apoiadora oficial, reforçando seu compromisso com a formação de arquitetos, urbanistas e designers preparados para os desafios socioambientais contemporâneos.

O papel da AMO

Para a professora Camila Forcellini, coordenadora dos cursos de Arquitetura, Urbanismo e Design de Interiores da AMO, a participação da universidade marca um posicionamento importante. “Reforçamos nosso compromisso com a qualidade da educação frente aos novos desafios. Aproveito para agradecer ao Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB-SP), na figura dos organizadores Leandro e Luca, pela oportunidade e pela curadoria do evento”, destaca.

Arquitetura diante da crise climática

As fortes chuvas, as ondas de calor e as crises ambientais já não são previsões para o futuro, mas parte da rotina de quem vive nas grandes cidades. Nesse cenário, arquitetura e urbanismo se colocam diante de uma questão urgente: como projetar espaços capazes de resistir aos extremos climáticos e, ao mesmo tempo, garantir qualidade de vida?

Para Forcellini, a discussão é essencial. “Chuvas torrenciais, mudanças bruscas de temperatura e crises na saúde da população são alguns exemplos. A temática da Bienal é repensar cidades e edificações a partir dessas emergências, de modo que Arquitetura, Urbanismo, Paisagismo e Design atuem na minimização dos impactos”, explica.

Oportunidade para os alunos

A Bienal também funciona como vitrine para os futuros profissionais. “Por ser um evento internacional, é uma excelente oportunidade para que os alunos apreciem projetos, ideias e estratégias distintas para problemas semelhantes, inclusive situações urbanas próximas às de São Paulo. É um espaço de inspiração, reflexão crítica e debate”, afirma.

Formação voltada à sustentabilidade

Segundo a professora, a sustentabilidade já faz parte do cotidiano acadêmico da AMO. Ela cita como exemplo a UC ( Unidade Curricular) Dual em parceria com a Secretária da Prefeitura de São Paulo (SE CLIMA – PMSP), em que os alunos desenvolvem mobiliário urbano com técnicas sustentáveis e espaço para coleta de lixo eletrônico.

Dicas para visitar a Bienal

Para aproveitar melhor a experiência, Forcellini recomenda que os estudantes explorem a mostra com atenção. “Ir com a mente e o coração abertos; tirar fotos, fazer anotações e croquis para compreender a conexão dos projetos com o tema; e percorrer todo o espaço com calma, inclusive apreciando a relação da exposição com o icônico edifício da Oca, projetado por Oscar Niemeyer”, sugere.

Informações do evento 

  Evento: 14ª Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo
  Tema: Extremos: Arquiteturas para um mundo quente
  Local: Oca – Parque Ibirapuera, São Paulo
  Data: 18 de setembro a 19 de outubro, de terça a domingo

  Hora: 10h às 20h
 Ingressos:entrada gratuíta
  Mais informações: https://bienaldearquitetura.org.br/

Texto por: Julia Villar (Jornalismo) da AGCOM,  a Agência Experimental de Comunicação da AMO, com supervisão da profa. Fernanda Iarossi 

Fotos: Camila Forcellini

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